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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
 
A última loja de música da cidade?
Carolina Morena



Eu poderia dizer que Robério é uma das pessoas mais importantes no meio da cena rock/indie/underground (e tantas outras denominações). Unanimidade em todas as tribos, do metal ao hardcore, é tudo isso caladinho, tímido, atrás de um balcão.

Ele é dono da Música Urbana, uma das lojas de CD¿s e Vinis mais importantes da cidade. Algo como a Championship Vinyl (do filme Alta Fidelidade) de João Pessoa, freqüentado por amantes de música e de todo o seu universo, vendendo e trocando novos e usados.

Quando eu digo que ele é uma das pessoas mais importantes desse meio você pode achar que eu estou exagerando, mas acredite, não estou. Já perdi as contas de quantas vezes ouvi pessoas falando que os melhores CD¿s da sua coleção foram adquiridos por lá, que foi naquela loja que ele descobriu tal grupo musical que é fã até hoje, que conheceu alguém, acabou montando uma banda, e que agradecem o espaço que ele abre em frente à loja pra poket shows. Eu mesma devo muito a ele e a Flaviano (antigo funcionário), que me fez criar gosto por muita coisa que hoje levo comigo, desde sons, a livros e idéias. Já perdi a conta de quantas vezes passei horas ali de papo com alguém ou até mesmo enchendo o saco atrás de patrocínio pra algum show ou para meu fanzine. ¿Todo mundo passa por lá, todas as tribos. O lugar é acolhedor, me sinto à vontade, tem sempre boas novidades novas e usadas¿, concorda Esmeraldo, cabeça da banda Chico Corrêa, ¿De vez em quando passo lá pra ver se vendeu algum CD meu, se tem anúncio de equipamento usado, vinis... Ou então pra trocar uma idéia¿, conclui.

O lugar é mesmo acolhedor. No centro da cidade, em uma galeria aberta com um preço quase inacreditável. Álbuns importados por R$15,00? Sim, ali tem! Tudo é nessa faixa de preço, pode acreditar. Um lugar pequenininho, com as paredes amarelas, cartazes e quadro de bandas, adesivos e vinis na parede e balcão. Lindo. Tudo é muito pessoal e cheira a música, num clima maravilhoso e um universo à parte. ¿Eu sempre saio daqui com a cabeça cheia de informações e turbilhando¿, diz Rayan, baterista da Dawn Jones e produtor do Festival Mundo.

Breve histórico:

Em 1998, quando os MP3 nem sonhavam em ganhar a importância que têm hoje, Robério andava pelos poucos sebos da cidade e nas lojas de música atrás de promoções. Ele estava de saco cheio do seu trabalho (na tesouraria de uma empresa de segurança) e pensava seriamente em montar o que seria hoje a Música Urbana, com algum investimento, um funcionário que parecia uma enciclopédia musical e cerca de 500 CD¿s. A idéia deu certo e a loja se destacou no pequeno cenário de novos e usados da época. Com o tempo, camisetas de bandas, revistas e livros foram aparecendo e agregando-se ao produto principal da loja. Por volta de 2002 a Música Urbana ganha uma expansão, tendo uma área especial só para os livros, com a chegada de Rosualdo, que entra como sócio. Literatura clássica, cultura pop, biografias, gibis, filosofia e comunicação... A Música Urbana parecia crescer e tornar-se cada vez mais um ponto obrigatório. Um ano depois, Rosualdo muda-se pra Brasília, e a parte antes ampliada é novamente fechada, deixando a Música Urbana com o tamanho original, como se encontra até hoje.

Na era MP3

Estamos no fim de 2006. Oito anos depois de toda essa história, o grande suporte musical muda de foco. Soulseek, torrent, emule e tantos outros programas pra se ter acesso a musica tornam-se populares e o mercado fonográfico passa por não uma crise, mas por uma mudança. Lojas físicas de música estão ficando cada vez mais raras. Discos não vendem como antes e a Música Urbana, claro, anda sentindo esse efeito no dia-a-dia. E agora, Robério? A festa acabou?

Fui fazer uma visita à Música Urbana essa semana e conversar com ele pra saber como uma loja tão fundamental na história musical de uma cidade faz pra se manter em pé e alimentar um pequeno público que não tem acesso à rede, ou mesmo ainda tem o hábito de comprar e ver encarte. Como era de se esperar, Robério não está nada feliz com essa história. ¿Nem é só por conta de ser meu trabalho, porque eu posso fazer uma outra coisa. O que eu acho mesmo é que é uma pena as pessoas estarem perdendo o hábito de ir num lugar ver discos, eu acho isso tão importante!¿. Quer dizer que a Música Urbana está pra fechar? Perguntei. Ele disse que não, por enquanto ta dando pra sustentar, mas ele acha que isso num futuro próximo vai ser inevitável. ¿Eu vou tentando como posso. Tive que fazer corte de gastos, não dar mais patrocínio pra shows e demitir Flaviano. Tô vendendo outros produtos que não CD¿s, vinis e livros... Temos que encontrar uma solução pra ir levando enquanto pode, porque eu não queria mesmo fechar¿. Ele contou que a queda mesmo foi de 2005 pra cá, e agora está tendo que entrar no comercio pela Internet, em espaços como o mercado livre. Há também a idéia de por volta de janeiro instalar dois computadores na loja com acesso a rede e fazer algo como uma lan house. ¿Tenho que adaptar¿, diz Robério.

Conversei também com Flaviano, ex-funcionário (e também vocalista da banda Star 61), e ele foi bastante categórico em suas colocações. Morre de medo desse super domínio da Internet e teme que as coisas fiquem cada dia mais virtuais. ¿Essa diminuição das lojas de Cd¿s é um reflexo disso. Lojas de músicas tem que continuar. Onde você vai buscar inspirações? Você vir na cidade e dizer que vai dar uma volta na Música Urbana, no Sebo Cultual. Pegar os livros, respirar a poeira... Toda essa história gera influência, é como sentir um perfume que você gosta e te traz lembranças".

A situação é complicada, já bastante discutida, e tudo anda tão confuso que, como Flaviano falou, temos mais questões que respostas. O que posso ver são fatos e uma coisa eu sei: acho realmente uma pena que gerações futuras percam o encanto por um universo tão mágico. Acho pior ainda que essas mudanças sejam tão rápidas e radicais, elas vêm correndo, avassaladoras e realmente revolucionárias. É tudo tão rápido que não dá tempo nem de você achar natural e entender isso simplesmente como uma mudança de tempo, valores e geração. Que lojas como a Música Urbana continuem influenciando muita gente, com o impacto que só um ambiente físico pode ter. Que nos encontremos e façamos amigos em lojas de música, onde as conversas são incríveis e as pessoas interessantíssimas. Que ambientes assim não sejam apenas mais um capítulo de um almanaque lançado em 2030 sobre os anos 90 e inicio dos anos 2000. E que falar sobre isso não seja saudosismo, mas sim algo real, natural. Ê danada de Internet avassaladora.

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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
 
Uma instituição do punk fecha suas portas
Patti Smith fez o último show da história do clube de Nova York que lançou, desde os anos 70, Talking Heads, Ramones e outros

Berço do punk rock, o CBGB, em Nova York, teve seu último show no domingo

Adam Rountree - 15.out.2006/Associated Press
A roqueira Patti Smith fala com a imprensa na porta do CBGB antes de iniciar o show de despedida do clube, no último domingo


JON PARELES
DO "NEW YORK TIMES"

Pouco depois da 1h da madrugada de segunda, as últimas notas ecoaram do palco do CBGB & OMFUG, a casa noturna do Bowery, em Nova York, onde o punk rock nasceu. Patti Smith fechou o último show na história do clube com "Elegie" e seus olhos se encheram de lágrimas enquanto lia uma lista de defensores do punk rock que morreram ao longo dos anos.
Pouco antes disso, ela chegara a um pico frenético de intensidade em um medley que combinava "Horses" e "Gloria" e proclamara que "Jesus morreu pelos pecados de alguém/ Mas não pelos do CBGB".
As duas canções eram parte de seu álbum de estréia, "Horses", de 1975, quando Smith e o CBGB criavam fama. Ela começara como poeta, mas se transformara em roqueira, redobrando a energia que havia encontrado nas canções de estrutura básica do gênero. O clube -cujas iniciais significam Country Bluegrass Blues and Other Music for Uplifting Gormandizers- era um refúgio para jovens músicos. O proprietário, Hilly Kristal, decidira apresentar bandas de sonoridade primitiva, mas grandes aspirações intelectuais, que contrariavam os imperativos comerciais do rock dos anos 70. No show, Smith [que vem ao Brasil neste mês para o Tim Festival] descreveu o CBGB como "o lugar que Hilly nos ofereceu para criar novas idéias, fracassar, cometer erros e atingir novas alturas".
Inaugurado em 1973, o CBGB encerrou sua vida como começou. Jamais mudou de endereço, o térreo e o subsolo de uma construção que abrigava uma pensão nos andares superiores.
Jamais alterou seu espaço: bar iluminado por sinais de cerveja em néon, pista de dança irregular, teto que parecia ameaçado de desabamento, palco em ângulo peculiar e banheiros notórios. Ao longo dos anos, o sistema de som foi melhorado até seu rugido incontido transformar qualquer acorde de força em som explosivo. Mas o lugar foi se tornando poeirento, recoberto por cartazes de bandas e manchas de fluidos corpóreos dos freqüentadores. Smith mesma cuspiu no palco algumas vezes no show final.

Propostas duráveis
Os conceitos propostos pelas bandas que o CBGB apresentava se provaram duráveis -as canções ásperas de Smith, o funk nervoso do Talking Heads e o rock contagiante dos Ramones. Tendo propiciado espaço para o crescimento de bandas assim -e, depois, Sonic Youth, Living Colour e outras-, o CBGB virou um marco do rock.
Sua reputação cresceu o suficiente para sustentar a casa por anos. O elenco de bandas se tornou menos seletivo nos anos 90 e 2000, mas vez por outra aparecia uma banda famosa, numa espécie de peregrinação ao templo de tantas origens.
Ainda assim, continuou a ser um bar de bairro. O último show do clube não foi uma produção sofisticada, destinada a um especial de TV. A noite foi marcada por duas entradas da banda de Smith, acompanhada por Flea, do Red Hot Chili Peppers, e Richard Lloyd, do Television, cujos primeiros shows ajudaram a definir a personalidade do CBGB.
Entre as canções que Smith tocou, estavam "Marquee Moon", do Television, com Lloyd, e outros clássicos que ganharam fama na casa: "The Tide Is High", do Blondie; "Sonic Reducer", dos Dead Boys; e um medley dos Ramones cantado pelo guitarrista de Smith, Lenny Kaye. Smith ignorou a condição que Kristal impunha a quem se apresentava no clube -tocar apenas canções próprias-, mas, tendo em vista a ocasião, a exceção é perdoável.
O punk rock jamais prometeu ser duradouro. As canções pareciam prontas para a autodestruição -muitas vezes só com três acordes e um surto de frustração, combatividade ou humor-, assim como alguns músicos. Mas o punk, na forma codificada pelos Ramones, terminou por atender a uma perene necessidade adolescente -e persistiu. O gênero se infiltrou nos subúrbios, nos anos 80, criando um circuito de casas próprias, e se tornou o milionário punk pop dos anos 90.
É uma vergonha perder uma casa com esse retrospecto. A perspectiva de um CBGB recriado em Las Vegas não serve como compensação; Las Vegas não fica no bairro. Mas o CBGB fez seu trabalho tão bem que gerou concorrentes e herdeiros. Bandas que se baseiam no som ouvido no CBGB nos anos 70 tocam em toda parte. O fechamento representa o fim de uma porção adorável da história imobiliária de Nova York, mas não o final de uma era.
"A meninada encontrará outros clubes", disse Smith durante o show. "É só encontrar um lugar ruim, que ninguém queira, e aí fazer o seu som." Ao fim do show, Smith voltou ao palco. Enquanto os fãs estendiam as mãos, ela distribuía buttons com os dizeres: "O que resta é o futuro".


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Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Sexta-feira, Setembro 29, 2006
 
Festival Mundo 2006 - Nós conseguimos!



Uma das coisas mais comuns no meio de uma conversa sobre a quantas anda a movimentação da música independente em João Pessoa é ouvir: ¿nessa cidade não tem público, não tem espaço e é tudo muito incerto¿. Ok, isso faz sentido sim, é verdade. Se meter a fazer um show, por exemplo, de uma banda que não esteja no chamado mainstream do rock é correr um risco absurdo, já que o que podemos constatar a cada show é que não há geralmente o interesse pelo ¿novo¿ e verba nunca foi coisa fácil por aqui. Mas há quem diga que as coisas estão mudando... Nunca se produziu tantos eventos em nossa cidade como agora, uma prova disso é o Festival Mundo.
Mas pra falar desse festival eu preciso te contar antes sobre Rayan e como as coisas estavam há uns quatro ou cinco anos atrás.
Aqui na nossa cidade havia basicamente dois lugares pra se fazer shows: A Oficina do Capim, no centro histórico (um inferninho com uma estrutura tão precária que se entrasse 200 pessoas perigava a casa desabar) e o Teatro de Arena, onde rolavam apresentações geralmente de grupos já maiores no meio independente e bandas covers (formula horrível que até alguns dias era sinônimo de sucesso entre os meninos roqueiros de plantão) -atraia mais público e dava pra bancar uma estrutura maior. Nessa época Rayan tinha 16 anos e, como todo moleque, formou uma banda e se deparou com o então maior problema: onde diabos vamos tocar? Foi nesse questionamento que surgiu a idéia que ele poderia produzir algum show para promover sua banda e de seus amigos, o que acabou nem dando certo naquele período. Uns dois anos depois a idéia já não era só promover sua banda, mas havia a tentativa de dar uma engrenada num cenário de shows oscilante e cheio de grupos, surgindo assim a idéia do Festival Mundo -unir estilos diferentes de rock e arte independente. ¿João Pessoa é uma cidade de panelinhas, então o desafio é criar um caldeirão com o que está sendo produzido de melhor na cultura underground¿, diz Rayan. E foi com a idéia de misturar as ¿tribos musicais¿ da cidade que em setembro de 2005 foi realizado o primeiro Festival Mundo, no centro histórico da cidade. Lembro que fui lá pra cobrir o evento e achei tudo muito impressionante, e não estou falando so dos shows, mas de observar como um cara que nunca tinha produzido nada antes pode organizar e idealizar tão bem as coisas. Não houve uma mega estrutura, até porque mega estrutura nem combinava com evento, mas foi o tipo de coisa bem idealizada e com um clima impressionante, tudo fluía. Dava a impressão, olhando de fora, que era algo feito naturalmente por amigos, que faziam e se divertiam. Um conceito maravilhoso.
Eram 10 bandas, sendo duas de outro estado e um telão com projeções de fotos e imagens de artistas daqui. ¿Foi tudo acontecendo muito naturalmente: o pessoal das projeções aceitou fazer as exibições, a imprensa deu importância ao evento, as bandas toparam tocar pra receber porcentagem de bilheteria e o público compareceu, o que foi fundamental. Foi isso que deu gás para uma segunda edição e todos acabaram aderindo ao evento.¿
E a segunda edição foi mês passado, dia 15 e 16 de setembro, com uma crescida considerável na estrutura. Rayan me chamou pra participar da produção, já que eu tinha experiência no ramo e lá fui eu. Costumo organizar shows, mas um festival é muito mais complicado... Desde o número de pessoas envolvidas (que quadruplica), até os objetivos. Se para a segunda edição já tínhamos a experiência do primeiro e reconhecimento do público para facilitar as coisas, pra complicar tivemos a idéia de fugir da rotina de shows, agregando ao festival mostra áudio-visual, palestras e exposição de artes visuais, coisa nunca antes acontecida na cidade num festival independente.
Pois é, estive pela primeira vez num processo de produção de um festival pretensioso para nossa realidade: Pouca verba, todos com mil outras atividades pra fazer, ter que correr atrás de cada patrocínio, ouvir muitos ¿nãos¿ para cuidar de viabilizar os três dias do evento (antes era só um), show de dez bandas locais mais cinco bandas de outros estados, discotecagem, mostra áudio-visual, palestras e um mês de uma exposição coletiva de artes visuais com artistas novos da cidade.
Dois meses de produção depois... Eis que chega o grande dia, ver a prática de tudo o que se planejou:

14/09 | Quinta:

As 16:00 estava começando a vernissage da exposição. Verdeee, Sarah Falcão, Cristina Carvalho, Flauberto, Ana Isaura, Paloma Nogueira, André Falcão, Marcelo Brandão e Joalisson nos presentearam com uma ¿expressão isenta de artistas comprometidos com uma idéia cosmopolita dos sentimentos e das relações humanas¿ como disse FabbioQ, que fez a curadoria. E eram expressões nada convencionais, às vezes gerando até o estranhamento de certos visitantes mais conservadores. Pra entender porque basta olhar, por exemplo, as obras de Verdeee. Na vernissage não tinha muita gente, eram artistas e amigos dos artistas, o que já era esperado. O público do festival ainda entende exposições de arte como algo sacal, justificado pelo predomínio estético regionalista evidente aqui na Paraíba. Como disse no primeiro parágrafo, estamos diante de um público que, em sua maioria, não gosta muito de arriscar no novo.

15/09 | Sexta
Estávamos ansiosos com a mostra de áudio-visual. Zonda Bez (responsável pela curadoria da mostra) fez um apanhado histórico do vídeo musical aqui na Paraíba. Documentários de 2000, por exemplo, mostrando a cena underground da época e clipes produzidos desde 1997! Tudo apresentado em ordem cronológica, evidenciando a evolução tanto na parte musical quanto em termos de produção do estado. ¿O interessante é ver que é um lance educativo mesmo, porque tem uma molecada que só está ligada no que acontece no mainstream do rock! Quando você chega e mostra vídeos da cena daqui antigamente e sua evolução, traz bandas desconhecidas que são tão legais (ou melhores) quanto as que estão na TV, começa um processo de valorização por eles. Começam a participar mais e pesquisar sobre outras expressões, não só no que a MTV indica como o melhor do independente...¿ diz Rayan.
Os shows começaram as 21:00 e o púbico ainda era muito pouco, mas foi chegando ao longo das ecléticas bandas na noite. Quando a Gauche, primeira banda a tocar, deu seu primeiro acorde, parecia que um peso enorme tinha saído das nossas costas. Nos olhamos e percebemos ¿Pronto! O principal já foi feito. Ta tudo aí!¿. Quando o Superoutro, primeira banda de recife a tocar, entrou no palco, surpreendentemente começou a chover. O local dos shows só tem o palco coberto, mas a chuva foi tão forte que até ele foi molhado, tendo que interromper o show. Não tinha o que se fazer, às vezes acontecem uns problemas totalmente fora do nosso alcance de solução, e qual foi o produtor que nunca passou por uma dessas? Sorte que tínhamos um outro ambiente coberto com discotecagem e a festa não perdeu (muito) seu ritmo. São Pedro decidiu dar uma aliviada e os shows continuaram, mesmo uma boa parte do público tendo ido embora por conta da chuva. 3:30 da manhã os shows acabam... Ter que ir pra casa depois dessa e sabendo que no outro dia vai ser tudo outra vez é desgastante.

16/09 | Sábado
A programação do festival teve inicio com a palestra sobre web 2.0 do nosso amigo Bruno Nogueira, representante do Overmundo de Pernambuco. Aproveitamos o festival pra falar um pouco sobre o nosso site e sobre conteúdo colaborativo na Internet, chamando os presentes (que infelizmente não foram muitos) a participarem. A palestra foi ótima e foi também, claro, uma ótima oportunidade pra eu saber mais sobre o creative commons (já que entrei a pouco tempo aqui), conhecer o Bruno e trocarmos figurinhas sobre o overmundo.
Logo após a palestra foi dado continuidade a mostra de áudio visual iniciada no dia anterior, encerrando com um debate sobre os rumos da cena underground pessoense: o que podemos fazer e onde vamos parar.
Mais tarde os shows foram muito mais tranqüilos que a noite anterior... O público foi mais forte e apareceram poucos problemas de ultima hora. São Pedro deu uma folga, dando uma folga também para nós da produção poder curtir e lavar a alma com a Star 61, já no ultimo show da noite.
As 3:00 da manhã o festival mundo 2006 se encerra e podemos fazer um balanço de tudo: horas sem dormir fazendo crachás, carimbando ingresso, correndo atrás das coisas e quebrando cabeça com imprevistos de ultima hora são absolutamente recompensadores quando a ultima luz se apaga do local dos shows e podemos ver as pessoas indo pra casa, as bandas agradecendo e os amigos de longe que compareceram se despedindo depois de ter matado a saudade. Costumo dizer que ir a um festival independente é muito mais que ir ver um show. É confraternizar idéias, é reunir gente em prol de um mesmo objetivo, é exalar paixão nas atitudes, porque sem paixão é impossível dar continuidade a algo desse tipo. É bom ver o reconhecimento e agradecimento de gente que você nunca viu na vida, chegar no fim e ver que estávamos certos na nossa primeira reunião, idealizando o que seria o festival mundo 2006. Sei que sou suspeita pra falar, mas gosto deste formato: amigos produzindo e sendo cúmplices de problemas e, claro bagunças e alegrias que vivenciamos durante todo esse tempo de produção e execução. Juntar isso tudo e perceber que não é tão complicado quanto parece e que fazer funcionar um circuito de shows e eventos independentes em nossa cidade é sim possível. E Isso não tem preço.

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Domingo, Agosto 13, 2006
 
Festival aumenta que é rock

Cobertura completa do festival!!


05.08- Sábado
Pairava uma expectativa sobre as pessoas que se aglomeravam no centro histórico esperando o inicio do maior festival local do ano e também, claro, para os portões da nova (e promissora) casa de shows da cidade abrirem. O Galpão 14.

Galpão 14 por Adriano Bisteca

Cheguei as 17:00 no local. Os shows que estavam marcados pras 16:00 ainda não haviam começado e fui dar uma sacada na casa. Perfeito. Um local que cabem 1.500 pessoas folgadas, hall de entrada, bilheteria, palco grande, mas não tão alto e camarins! Só os banheiros que ainda não estavam prontos, então usaram químicos. Dois ambientes: no anterior ao palco principal rolava boate, com iluminação apropriada e um bar ótimo. A cerveja não estava tão gelada, mas a gente abstrai.
Umas 17:20 começou a rolar uma musica meio tronxa na área da boate... E o "Aumenta que é Rock" começou com música eletrônica de boate! Era o Rick Mala tocando em festival de Rock. E era o que rolava entre uma banda e outra... Podia ter sido melhor isso, até o próprio pessoal da organização brincou no palco que iria fazer o "Abaixa que é Psy". Só não entendi porque continuou rolando. Mas tudo bem... Um monte de gente adorou e não paravam de dançar durante o intervalo das bandas no festival inteiro. Uma loucura.
Pontualmente as 17:45 Pedro Paulo, um dos organizadores, sobe ao palco para dar inicio ao esperado primeiro dia do festival. No seu discurso inicial fala do suor com que tudo aquilo foi feito e da alegria enorme que era ver o festival se concretizando. Nós imaginamos!
Logo depois, descabaçando o galpão 14 (como os próprios falaram) o Dalila no Caos começou logo com ¿Coleção de Vidro¿, do primeiro EP da banda. O som estava ótimo e o Dalila se supera a cada show. Ruídos e efeitos de guitarras entre as músicas é a marca já característica da banda, além da visível alegria dos meninos por estarem abrindo o festival. Merecido.
Sem muita demora entra a Cabeça Chata, de Campina Grande. Eu ainda não tinha visto o show da banda e fiquei impressionada mesmo. Fizeram uma das melhores apresentações da noite, e começaram gritando ¿sai do meio que eu quero passar¿. E foi essa a impressão que deu mesmo: eles estavam prontos pra fazer um bom show e mostrar o seu regional/jazzístico/rockeado (me permitam os neologismos) a todos. Em algumas músicas o baixista e o guitarrista pegam alguns instrumentos de percussão e bota todo mundo pra dançar. Lindo!
Depois de um atraso por conta de um amplificador queimado, as 19:40 entra o peso do Gargalo. Se segurem! Guitarradas super distorcidas e efeitos de computador. O som, que estava ótimo, ajudou muito a banda.
E vem o Rotten Flies, banda que dispensa apresentações aqui por João Pessoa. Há mais de 10 anos fazendo hardcore, eles mesmo falaram que ainda não aprenderam, e esse é o grande lance. Um a energia que não se vê em todo canto e uma garotada enorme fez a primeira roda de pogo do Galpão 14. Só que em menos de 15 minutos de show o som para. Ninguém entende nada e Ramisés (vocal) sai do palco sem entender. Problemas novamente com o som, que foi resolvido 10 minutos depois. Lógico que o clima inicial do show foi perdido, mas deu pra recuperar logo, logo. Tocaram a clássica ¿500 anos¿ e todos que estavam ali na frente do palco enlouqueceram. Inclusive eu!

Rotten Flies Por Phelipe Thomaz
Continuando com as bandas locais, na seqüência veio a Projeto 50, velha de guerra também por aqui e que está pra lançar CD novo. Infelizmente não peguei o show inteiro, depois do Rotten Flies Tive que repor as energias... Sabe como é que é... Mas deu pra sacara a metade. Tocaram na maioria músicas já conhecidas pelo público, como "Normal Demais". Quem viu gostou e disse até que foi um dos melhores show recentes da banda. E aposto que foi mesmo, todo o ambiente e o som estava muito favorável a todos.

Por: Adriano Bisteca

A primeira banda de fora entra. É a Kohbaia, do Ceará. Rock'n roll clássico dançante e empolgante, junto com um vocalista performático que lembrava muito o Ney Matogrosso. Mas não me empolgou. Teoricamente poderia me agradar, mas algo não convenceu. Pode ser porque estavam nervosos... Os movimentos do protótipo do Ney me pareciam forçados. O som também não estava tão bom quanto nas bandas anteriores, o que era uma pena... Próximo ao palco ouvia-se a voz baixa. Uma pena mesmo, a banda parecia ser legal.
Com um pequeno atraso entra a Volver, de Recife. Rock¿n roll retrô, Jovem Guarda e bonitinho. O som dá uma pequena melhorada e o show rola tranqüilo. O set foi feito a maior parte de músicas mais recentes, mas tocaram ¿você que pediu¿, que ganhou clipe (procure no youtube, está uma graça).

Volver por Phelipe Tomaz

Depois vem a Star 61, num show maravilhoso -pra variar. Com nosso querido Nildo na bateria mandando ver e Flaviano com um colante super colorido, eles tocaram todas as músicas que já conhecemos. Vemos um novo elemento no show: um tecladinho comandado por Fabiano, o também novo guitarrista da banda. O único problema foi que às vezes não dava pra ouvi-lo...

E no meio do show houve uma falha na guitarra. São nessas ocasiões que nós vemos quem tem peito pra encarar um palco mesmo. E Flaviano tem. Não contou conversa e puxou um coro lindo de ¿Like a Virgin¿ acompanhado pelo super baixo de Thiago Sombra... A situação se resolve e a empolgação foi tanta que fez esquecer os problemas técnicos da apresentação.
Retrofoguetes. O show mais esperado por mim naquela noite... E fez jus a espera. Que trio é aquele pelo amor de Deus?! Surf Muisc da melhor qualidade, empolgante, dançante e competente. A guitarra parecia que era a extensão do braço do Morotó Slim, coisa de doido, mermão. Tocaram a musiquinha do show de calouros e uns covers detonadões. Quem tava parado nesse show é porque ou é muito burro ou tava doente. Melhor show, sem dúvida nenhuma... Tanto pelo som, pela banda, pela energia, empolgação, diversão, competência e tiração de sarro. Sem cantar nenhuma musiquinha (a banda é instrumental) foi um sucesso!
Musicas cantadas só as duas ultimas, quando eles chamaram o vocal do Volver... E quem já tava morto de tanto pular ficou mortinho. Êlerê!
Depois veio o Relespublica, mas eu te juro que não tive mais fôlego... E ainda tinha que guardar uma energiazinha pro outro dia... Aí não pude ver nada do show, o que foi uma pena...

06.08- Domingo.

No domingo os shows estavam pra começar as 18:00, mas o primeiro acorde só foi dado as 19:00 em ponto com a local Dawn Jones. O ótimo som na maioria das bandas do sábado estava também presente nesse show. Tocaram as músicas da demo e a baladinha estilo Malhação (a novelinha mesmo) ¿Entre eu e você¿, que ganhou uma empolgada no final- diferente da gravação. Uma corda do baixo quebrou e o baixista volta com outro... Que me pareceu mais alto em relação aos outros instrumentos. Tiraram um Cover do Morphine (Look Like Rain) e com piadinhas de Bruno (vocal) o show termina. Melhor show deles que eu vi (pensando bem acho que só vi dois...)
Depois vem o ¿Methaaaaaal¿ de Campina Grande: Lockaheed. Um tom a mais na bateria, pedal duplo e cabelões. Impressionante como eles estavam à vontade no palco e como desenvolvem o trash e death metal bem. Muito bom o show e ainda no final para o delírio dos metaleiros de plantão tocam, fugindo um pouco ao estilo da banda, ¿Sad But True¿, do Metallica. \,,/
Veio depois, em sua primeira apresentação, a local Poetas do Absurdo. Abriu com um cover do Nirvana chamando todos pra ver de perto... Começou uma chuva e a maior parte do pessoal recua, o que foi uma pena. Mas logo São Pedro leva o toró embora e Pedro Paulo (vocal) fica mais feliz. O som é um pop rock meio rock¿ n roll. Lançaram Cd a pouco tempo e todos estavam curiosos pra ver ao vivo. No fim de uma das músicas a Corrêa desencaixa e a guitarra cai no chão, um bonito acidente... hehehe. Tentam ajusta-la, cogitam trocar de instrumento, mas depois eles dizem ¿vai assim mesmo¿. Cantaram ¿eu quero ser um ator pornô¿ e muitos acharam o show cansativo.

Poetas do Absurdo por Adriano Bisteca

21:40- Motherhell. Isso é rock! Uma das melhores bandas locais faz um dos seus melhres shows, não tem nem muito que falar. Sem frescura, piadinha ou firula, era um som atrás do outro e uma empolgação fora do comum. Lindo. Mas com 15 minutos de show a organização pede pra terminar, porque a próxima banda era o Forgotten Boys e eles estavam prestes a perder o avião. Mas eles não terminam, graças a Deus! Correram um pouco mais com o show Tocaram as músicas da demo e ainda Pretty Vacant do Sex Pistols.

Motherhell por Adriano Bisteca

Com o lindo e aclamado Orange a postos (vejam a foto!!)

Lindo Orange por Yasmin Fernandes

e pedindo para não ter fumaça no palco, veio a banda mais esperada da galera, Forgotten Boys- Que veio com baixista substituto porque o oficial tava com papeira (!!) O substituto toca no Hurtmold- ótima banda paulista com o estilo beeem diferente do Forgotten. Com apenas um ensaio e alguns erros (pouco visíveis), a banda fez o melhor show da noite. Falaram-me que eu ia ver o que realmente era um show de rock'n roll.. E foi isso mesmo. Flavinho na bateria destruiu e o publico enlouqueceu de vez. Era mosh, meninas gritando, gente empurrando... Doidera. Fizeram um set com as musicas mais conhecidas e falaram que foi o melhor show no Nordeste... Saem correndo pra pegar o avião e o show termina com os três juntinhos perto da bateria. Arrepiante. (nota: perderam o avião!)

Chuck e o tal baixista do Hurtmold rindo de algum errinho por Adriano Bisteca

Depois desse furdunço todo veio a gracinha da Los Canos, de Salvador. Não ficou metade do publico do Forgotten, mas eu tava lá, firme e forte pra vê-los. Começaram com Mercadologia da demo "Meu hobby é te amar" mas a guitarra e voz estavam bem baixos, o retorno desapareceu do palco (ou eu só notei nessa hora)... Ficou um pouco estranho. Mas o show foi super divertido, principalmente quando eles tocaram ¿Eu sou mau¿.
Depois veio o Walverdes, super esperada por mim... Já entraram fodendo tudo. Tocaram musicas do 90º (foi lindo quando tocaram Câncer), do Anticontrole e muitas covers- O que foi motivo de reclamação de alguns. Mas que foi incrível eles botando pra fuder em ¿No fun¿ do Iggy Pop ninguém pode negar! Empolgante demais! Assim como o Motherhell, fizeram um show sem firula nenhuma. Uma atrás da outra e apenas algumas piadinhas internas entre eles.
Pra terminar, as 01:20 da matina veio a Autoramas com seus mil pedais, sintetizadores e alguns samplers. Eram apenas três no palco, mas eles pareciam vááários... O começo do show foi o sampler de um cara falando e logo em seguida "Você Sabe"- com direito a coreografia. Todo mundo veio pra frente do palco novamente e entre as tais coreografias de baixo e guitarra e os clássicos gritinhos de "roooock" do Gabriel (vocal), fizeram um show ótimo. Loucura total quando tocaram "Nada a ver, "Megalomania e a ultima "Autodestruição".

Autoramas por Yasmin Fernandes

Ufa!
Um fim de semana de rock de verdade! Esgotante, mas maravilhoso.
Até próximo ano!!! Tomara!

Para ver mais fotos do festival, assinadas pelo Phelipe Thomaz:

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Segunda-feira, Agosto 07, 2006
 
Fui a natal semana passada e rolou um bate-papo sobre fanzines. Saiu no Overmundo e eu colo aqui pra vcs verem tbm

endereço: http://www.overmundo.com.br/overblog/fanzine-na-mao-e-no-papel#c2942

"Em dias ocupados por telas virtuais ainda há quem prefira o impresso. Principalmente quando se fala de fanzines. O termo que nos faz lembrar de recortes, colagens e jornalismo instintivo, há tempos está mais amplo: nas páginas mais HQs, poesias, contos, colagens, experimentações gráficas, enfim, assuntos que circulam fora do circuito comercial.

Com a Internet apareceram versões on-line dos impressos e os que só circulam na rede ¿ os ¿e-Zines¿ como Peqeno Mudo.

Mas quem acredita no fim dos fanzines exclusivamente impressos? Tem ¿fanzineiro(a)¿ que não troca a magia do papel e processo original por nada!

A passagem por Natal dos editores Renato Silva (Colateral, SP) e Carolina Morena (Zona Zine, PB), inspirou um bate papo gravado para o primeiro programa da Rádio[R], braço sonoro do fanzine local Lado[R] com 3 edições publicadas. A dupla mantém fanzines fora da web e acha que esse é verdadeira essência da coisa.

Sob uma lua nova em Ponta Negra, bairro praiano da zona sul de Natal, no alto de um prédio, a conversa fluiu e as palavras escaparam para esta dimensão:

:::: Dimetrius Ferreira ¿ O fanzine por ser uma mídia underground, tem que falar só sobre esse meio?

:::: Carolina Morena ¿De forma alguma! Até porque hoje os zines não circulam só nesse mundo. Só acho que zine é o meio que mais conhecemos por underground porque é uma maneira barata de ser publicar alguma coisa. Mas não precisa necessariamente falar sobre isso ou aquilo, basta ser fã de alguma coisa e escrever sobre o que gosta.

:::: Renato Silva ¿ Um zine não deve só tratar de assuntos ligado ao underground. Até porque eu tenho uma posição um pouco estreita sobre esse conceito. O que é underground hoje? Onde está? O caráter do colateral tem um pouco da dessa contestação. A internet trouxe tudo para superfície, então não consigo enxergar esse ¿underground¿. Hoje todo mundo tem acesso a tudo então acho que não existe mais underground!

:::: Renata Marques ¿ Na visão de vocês, os blogs são fanzines virtuais?

:::: Carolina Morena ¿ Se pensarmos na estética, conteúdo e na linguagem é sim. Mas fanzine não é só conteúdo é um meio de produção, é um ideal. Existe uma página na Internet, que falam sobre assunto que também os zines falam, mas no meu ponto de vista eles não são fanzines porque já encontraram outro meio de divulgar: a Internet. Zine de verdade é zine é feito na mão e no papel.

:::: Dimetrius Ferreira ¿ Qual a fase mais saborosa da produção de um fanzine ?

Renato Silva - O fanzine só é feito com paixão! Pra mim o tesão maior é ver o conteúdo e o feed back da galera.

:::: Carolina Morena ¿ Eu adoro a montagem e também do último passo do fanzine, que é quando você não fala mais sobre ele com uma pessoa que você conheceu por conta dele.

:::: Renata Marques - Como surge uma edição ?

Renato Silva ¿ Geralmente quando acaba um já tem material para o outro. São coisas que chegam depois do fechamento e você já separa pra próxima edição, muitas vezes até por questão financeira. No caso do Colateral a vida de cada colaborador também interfere na criação do zine: desde o cara que desenha os quadrinhos até a pessoa que ajuda a digitar e divulgar o material. Por isso digo que o Colateral não acaba no papel, também está nas rodas que falam dele."

Por: Renata Marques

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Fora isso está rolando um novo site aqui em João Pessoa... Chama-se "Lado B" e é linkado do site da pixel flash.

Endereço; http://www.pixelflash.com.br/ladob.php
deem uma olhadinha nesse mais novo espaço nosso!
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Quinta-feira, Agosto 03, 2006
 
Mais um show Imperdivel!



Depois dos maravilhosos shows do Zackarias Nepomuceno(BA/PB), Backing Ball Cats Barbis Vocals e os Bobs Babilônia (PE) e do lançamento do Zona-Zine#15 junto com a demo do Star 61(PB) que tbm trouxe o Flying Back(PB) e discotecagem com Verdeee, não poderiamos deixar de dar continuidade ao projeto que vem deixando gosto de ¿mais um!¿
Num lugar aconchegante, com ótima acústica e boa vibe, a Rádio de Outono vai mostrar porque é uma das mais promissoras bandas de Recife, e destilar o chamado Pop¿n roll- rock sem guitarras, mas com um teclado fulminante. A banda faz seu terceiro show por nossas terrinhas, já tem em seu currículo grandes festivais como Abril pro rock, Rec beat, Curitiba pop festival (onde tocou com o Weezer), o No ar... Coquetel Molotov entre mais alguns... Lançou este ano seu primeiro e bem criticado CD, e está com clipe na programação da MTV. Dá pra perder não.
Fora isso tem a Madalena, num show que vai servir pra matar a saudade, já que a banda mudou-se para o sul... Um rock leve, cativante e envolvente... Super bem produzida. Essa está com duas demos na sua historia. Com a ultima, ¿Musica tema para aviões em queda livre¿, Patativa, o cabeça da banda, muda-se para o sul e começa uma outra formação da banda, agora chamada pr lá de Madalena Moog. No show do dia 19 o grupo traz a formação antiga, com os músicos daqui de João Pessoa... Não veremos isso novamente, o esquema é aproveitar esse show histórico!

Pra quem ainda acha pouco, vai ter discotecagem com Carlos Dowling!

Em suma:

Zona-zine apresenta...

RADIO DE OUTONO e MADALENA

Onde? Parahyba café
Quando? 19/08- sábado
Horas? 21:00hrs.
Quanto? R5,00

bora?



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Terça-feira, Julho 25, 2006
 
Musa Junkie from New Zeland!
por Jesuíno André


"Os musas Edliano e Edy fizeram as malas e se mandaram para a Nova Zelândia, do outro lado do planêta. Como não poderiam ficar distante da música, já estão preparando surpresas kiwi com um novo projeto musical. A quentissíma foto acima traz registro de um dos primeiros ensaios, além de mostrar as novas aquisições modelo SG."

do blog.... http://www.paraibarock.blogspot.com/

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Quinta-feira, Julho 20, 2006
 
Gente, já falei com algumas pessoas, mas é sempre bom divulgar!

O negócio é que a funjope junto com o sebrae está dando uma força para a Paraíba ir bem representada à Feira da Musica (em Fortaleza), e um dos projetos é a elaboração de um catalogo com todos os músicos e bandas da cidade. Nosso prazo era pra entregar até segunda passada, mas vendo o numero de artistas que temos e o numero que foi possível juntar o material, foi decidido adiar o prazo!
Pra participar desse catalogo vc tem que enviar foto da capa do cd (se n tiver cd, usem uma foto bacana) e um release de no máááááximo cinco linhas pra funjope. Procurem Milton Dornelas ou Pedro Osmar, que estão dando uma força nisso. Ou podem mandar pro meu email tbm, se for mais fácil
morena.carolina@gmail.com corram que o novo prazo é só até segunda feira!


E ainda para a feira da música, estamos juntando materiais (cds, livros, dvds... o que você produzir) dos artistas daqui pra vender lá no stand da Paraiba. Podem deixar isso na funjope com as mesmas pessoas citadas acima ou com Ester (bar dos artistas) e Comigo.


Qqr duvida podem ligar pra mim
deixem comentario.
corram e divulguem!!!

bjs!

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